sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Polietileno, 20 anos, uma história de sucesso

Autores: Valdir Flores e Ressoi Shubert Pierozam
Fonte: Revista ECOS Edição Nº 29


Revista ECOS Edição Nº 29 - Julho 2009

RESUMO

O Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre (Dmae) é a empresa pública de saneamento básico com a maior experiência brasileira no uso do polietileno em redes públicas para abastecimento de água e coleta de esgotos. No já distante ano de 1986, a empresa decidiu fazer a primeira experiência com uso de polietileno em redes de distribuição. Hoje são 1.700 km de redes de distribuição e adução de água que suportam pressões nominais de 100 Kpa até 1.500 Kpa e 100 km de redes coletoras de esgoto sanitário.

O saneamento básico no Brasil experimentou ao longo do século passado diversas experiências com uso de diferentes materiais que deixaram lembranças não muito auspiciosas às empresas que os utilizaram, e o polietileno – apesar do sucesso de uso em diversos países tanto em saneamento como em distribuição de gás analizado – enfrenta a desconfiança das empresas brasileiras de saneamento básico devido a proposta de inovação tecnológica e a insucessos com outros materiais do passado.

Com objetivo de oferecer uma experiência de pleno êxito em vinte anos de uso às demais empresas de saneamento básico do país, cujos resultados se refletem em redução do índice de perdas de 46% para 26% e na economia de recursos da ordem de 30% dos investimentos anuais, o Dmae decidiu coletar amostras de tubulações instaladas há 20 anos e há10 anos para análise laboratorial que mostrassem como estavam se comportando os principais indicadores de qualidade do material. Para tanto, buscou parceria com a ABPE que através de seus associados possibilitou as análises laboratoriais do material. A proposta dos autores deste trabalho é tornar público, em nível nacional, os processos que possam ter atuado na degradação do material após sua instalação e quais as projeções de vida útil que podem ser feitas a partir dos resultados obtidos.

Os resultados aqui apresentados e que foram devidamente analisados, mostram que os tubos instalados há 20 anos e há 10 anos e em operação contínua, mantêm as características de um material novo, que apontam para uma vida útil que deverá superar em muito os cinquenta anos previstos nas curvas de regressão do polietileno.

Conforme o último censo realizado pelo IBGE, divulgado em 2002, o passivo ambiental do setor coloca o Brasil abaixo de países como Colômbia, Panamá e México, quando comparados os índices de abastecimento de água e esgoto. O índice de perda de água tratada pelas operadoras hoje é de 38%.

INTRODUÇÃO

Conforme o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos de 2001 (Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento), anualmente são tratados no Brasil 12 bilhões de m3 de água, a um custo médio de produção de R$ 1,08/m3. Considerado o preço da tarifa média cobrada pelas empresas de saneamento, deixam de ser arrecadados anualmente R$ 4,9 bilhões em função de perdas na distribuição de água, valor que poderia ser investido na expansão do sistema de saneamento básico no país.

Para redução das perdas de água são necessárias ações de modernização do setor de saneamento, entre elas a utilização de redes de distribuição com reduzidos índices de perdas. Os materiais tradicionais utilizados têm se mostrado incapazes de oferecer redução, embora sejam utilizados há décadas. Daí a necessidade de buscarmos materiais alternativos. E foi exatamente esta necessidade e a identificação de características do polietileno como material capaz de produzir as modernizações esperadas que levaram o Dmae de Porto Alegre a apostar no uso de tubulações de polietileno.

Baixe aqui o trabalho completo.

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